Segundo Clóvis Moura:
"O auge da campanha pelo branqueamento do Brasil surge exatamente no momento em que o trabalho escravo (negro) é descartado e substituído pelo assalariado. Aí coloca-se o dilema do passado com o futuro, do atraso com o progresso e do negro com o branco como trabalhadores.O primeiro representaria a animalidade, o atraso, o passado, enquanto o branco (europeu) era símbolo do trabalho ordenado, pacífico e progressista. desta forma, para modernizar e desenvolver o Brasil só havia um caminho: colocar no lugar do negro o trabalhador imigrante, descartar o país dessa carga passiva, exótica, fetichista e perigosa, por uma população cristã, europeia e morigerada. (...) Precisávamos melhorar o sangue, a raça"
Comentário: Essa ideologia de branqueamento que substituiu um trabalhador pelo outro afirmando que o povo negro era "ruim de serviço", na verdade pretendia era embranquecer o país. Mas o mito de que os europeus eram melhores caiu por terra em pouco tempo, como vemos no trecho a seguir:
"como vemos, essa superioridade técnica tão apregoada não é confirmada pelos fatos. daí a frustração inicial de inúmeros fazendeiros na experiência que fizeram com esses imigrantes. (...) Esses imigrantes eram 'homens que, por já ociosos 'e por não encontrarem ocupação nos seus países de origem aceitam 'por isso a emigrar na primeira oportunidade que apareça".
Sociologia do negro brasileiro pg 88
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
O Brasil teria que ser branco e capitalista
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
UM POUCO DE CLÓVIS MOURA
"No Brasil a maioria dos estudiosos do problema do negro caem para o etnográfico, folclórico. O etnográfico, o contato entre culturas, o choque entre as mesmas, as reminiscências religiosas, de cozinha, linguísticas e outras ocupam o centro do universo desses cientistas".
(Clóvis Moura – Sociologia do Negro Brasileiro).
Comentário: Ou seja: Há uma forte movimentação na sociedade para colocar o negro apenas como agente cultural, nunca como agente econômico. assim, os e as cientistas não colocam a pessoa negra como responsável por garantir a acumulação (durante a escravidão) que permitiria o surgimento da indústria, tão pouco a colocam como aquela que, na atualidade e em termos econômicos, carrega o país nas costas. Os negros são os maiores geradores de valores financeiros e quem menos fica com estes valores.
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